James Brown em Belo Horizonte

Combinamos este ano de viajar por Minas Gerais, queríamos conhecer melhor este Estado que é o quarto em extensão territorial e o segundo mais populoso do Brasil.

As chuvas de verão estão castigando as Gerais este ano. Tem chovido muito e até agora, mais de 123 municípios estão em estado de emergência.

Fugindo da chuva, chegamos em Belo Horizonte, onde tínhamos amigos, tempo e espaço para decidir os próximos passos da viagem, já que com as chuvas, parte do nosso roteiro foi alterado.

Após alguns dias de preguiça e ócio, visitamos um amigo, Éder, que nos contou de um encontro de rua que acontece todos os Sábados, perto do Mercado Central em BH. E que ao som de James Brown as pessoas dançam, muitas vestidas a cárater: terno, gravata, sapato bicolor. Na rua. Ficamos intrigados.

Éder nos disse que a música começava cedo, por volta das 15 e acabava também cedo, por volta das 22. Eram 21, mas resolvemos procurar o lugar. Fomos de carro, com a Sabine, a amiga do Rodrigo que nos hospedou. Perto do Mercado, ouvimos música e vimos um aglomerado de pessoas, seguimos para lá.

Uma enorme caixa acústica derramava da calçada para a rua James Brown e suas canções. E as pessoas dançavam, eletrizadas, algumas com guarda-chuva, outras abrigadas nos toldos dos bares, e a maioria, sem se importar com a água que caía, dançava embaixo da chuva mesmo no meio da rua. De vez em quando um carro passava, as pessoas abriam espaço, e depois voltavam a gingar. A alegria acabou contagiando e caímos na dança também, timidamente, à distância e carregando nosso enorme guarda-chuva. Foi bom.

 

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